sábado, 21 de novembro de 2009

Transcrição

Não sei quem é mas gostei do texto deste senhor. Por isso o transcrevo. Sem mais: "Num país que gosta mais de clubes do que de futebol, nada melhor do que celebrar um triunfo da Selecção Nacional. Estes momentos, tão espaçados no tempo, têm o condão de nos lembrar que há vida neste desporto para lá da arbitragem, da clubite, da cegueira. Os velhos do Restelo - personagens de grande protuberância no futebol português (e não estamos a falar de ninguém ligado ao Belenenses) - devem guardar o veneno para outras núpcias. Aqui, hoje, agora, temos de ser claros: Carlos Queiroz, a Selecção Nacional e a FPF estão de parabéns. Os instrumentos de tortura verbal, os espartilhos da confiança e as penas crivadas de saudosismo bacoco têm de se submeter a um recolher obrigatório. Sem santinhas, sem mezinhas, sem agressões a atletas adversários, sem exemplos de arrogância e malcriadez para com a comunicação social (quem não se sente não é filho de boa gente), Portugal está no Campeonato do Mundo. Tudo correu bem? O percurso só teve rosas, lírios e imagens de idílio? Não, claro que não. Depois daquele empate em Braga frente à Albânia, com um adversário inofensivo e reduzido a dez elementos, o mais óbvio era colocar tudo em causa. Mas no futebol há que olhar para lá do que se passa em 90 minutos. Carlos Queiroz trouxe organização, trouxe método, trouxe seriedade. Estas valências não podem ser colocadas em causa por alguns jogos menos conseguidos. A equipa evoluiu, cresceu claramente ao longo da qualificação e acabou em beleza, a ameaçar a goleada no aclamado inferno de Zenica. Sem ter uma geração de ouro à sua disposição (Figo, Rui Costa, Sérgio Conceição, Fernando Couto, Pauleta, por exemplo), Queiroz soube edificar o conceito de equipa. Retirou o conjunto dos escombros da desconfiança, sustentou-o e entregou-o à vitória. O que falta? Integrar Cristiano Ronaldo com harmonia nesta realidade. E continuar a ganhar, claro. P.S. A jogar pessimamente, a ser escandalosamente ajudada pela arbitragem e a ter Raymond Domenech (esta personagem dispensa adjectivos negativos) no comando técnico, a França qualificou-se para o Campeonato do Mundo. É esta a tal seriedade que o senhor Platini tanto apregoa? " Um abraço.

2 comentários:

Mogrovejo disse...

O senhor em causa chama-se Pedro Jorge da Cunha. Link do mais futebol:http://www.maisfutebol.iol.pt/sobe/sobe-portugal-seleccao-maisfutebol-futebol-iol/1104448-1497.html. Um abraço.

QUINITO disse...

Concordo e subscrevo. Abraço.